

BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Livros, Política, do Garibaldo, da Ino Y. e de bichanos!!!
Gente, vocês se lembram de que, em uma das últimas postagens daqui, eu falei que a L&PM Pocket estava entrando no mercado de mangás? E com uma qualidade acima da média? Pois é.
Recentemente, fui ao Teresina Shopping e não resisti a dar uma olhada na banca de revistas que fica do lado de fora. E eis que encontro isto. E levo, afinal estou curiosa para ver se o material é tudo isso que o povo fala... Se bem que o único ponto fraco que eu vi até agora foi o modo como "colaram" os termos traduzidos nos desenhos de placas e afins. O único!

Recostado na grade da janela... A capa meio rebelde por já estar sendo lido...
Solanin é um mangá criado por Inio Asano e publicado no Brasil, em dois volumes, pela L&PM Pocket. Eu já sabia que a história era boa, tinha lido uma resenha que falava muito bem da obra. Porém, nada como conferir você mesma que o material que se tem em mãos não é qualquer coisa. Solanin é excelente, pelo o que vi até agora. Excelente para refletir sobre a situação da sociedade japonesa de hoje ou sobre a a sua própria vida de quem está lendo, seus sonhos, suas esperanças. Recomendadíssimo até para quem não é fã de mangás!
E eu já falei, de alguma fora, que a L&PM está mesmo fazendo um trabalho respeitável...
Feliz 2012 para todos vocês!

Imagem que encontrei neste Tumblr aqui.
Em primeiro lugar, a tradução do diálogo...
- ANDRÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!
- OSCAAAAAAAAR!!!
- Ah, se eu pudesse, eu trocaria essa vida e me tornaria um pássaro... Se eu pudesse virar um pássaro, eu iria com você... Ah, André, meu amor...
- Ah... Oscar! O amplo espaço entre nós dois pode ser superado assim como milhares de anos luz deste universo sem limites.
...
O mangá que está fazendo participação especial nessa propaganda é A Rosa de Versalhes, cujos protagonistas são - praticamente - esses dois aí: Oscar, a mulher que precisou vestir-se e agir como homem durante toda a vida para ser o filho varão que o pai nunca teve. André, o homem que foi seu pajem durante muito tempo e que, apesar de estar apaixonadíssimo por ela, não pode concretizar essa união porque é um plebeu.
Detalhe importante: O carro da propaganda possui assentos ajustáveis. Bem, A Rosa de Versalhes se passa na época da Revolução Francesa. E, naqueles tempos, ainda não existiam carros. Então...

Onde foi que eu tirei esta foto. Não conto!... Ainda.
A porta se abriu; a primeira coisa que eu vi foi você.
As cortinas etéreas e leves. A luz teimando em tentar cruzá-las.
Você era simples e misteriosa ao mesmo tempo. Um pouco mais e seria que nem a caixa de Pandora.
Será que guardaria todos os males do mundo? Não, só eles não.
A luz era insistente. Um pouco mais e levantaria aqueles suspensos panos brancos.
Você tinha coisas boas e ruins atrás de si. O buraco profundo e o céu extasiante.
Você tinha o mundo, mas só podia me oferecer um recorte.
Que seja! Era isso mesmo o que eu queria!...
Ou mais... Queria mesmo era mergulhar nesse recorte.
...
Só vou dizer uma coisa a vocês: Andei aprontando recentemente. E é claro que ainda farei uma postagem sobre isso. Era para eu ter contado toda a história hoje mesmo, agora, só que ultimamente a criatividade e a vontade para com este blog andam cada vez mais inacessíveis... Repararam que minhas últimas postagens foram mais curtas? Pois é.
Não, eu estou com tempo. Aliás, isto nunca foi um problema, já que o esquema de escrever algo aqui uma vez por semana sempre funcionou bem comigo.
Pois bem, hoje a situação chegou a um ponto que eu não consegui mais me centrar cá na "fábrica" e fiquei zapeando por outras janelas e pensando noutros planos. Sim, tenho muitos outros planos e eles me dão tanto prazer quanto cuidar deste cantinho aqui... Enfim, o jeito vai ser deixar vocês remoendo de curiosidade até, no máximo, a próxima quarta-feira.
Enquanto isso, tentem adivinhar o que há por trás da janela misteriosa... Duvido que vocês consigam!

Vocês estão vendo umas linhas estranhas no fundo da imagem?...
Você fez um documento no Word. Quer imprimir. Decerto você usará papel A4 branco. Provavelmente, você poderá usar esse papel para desenhar ou rabiscar também, embora existam outros papéis para isso. Para escrever, existe aquele papel com linhas. Papel cartão para convites. Papel-carbono para replicar uma mensagem sem precisar passá-la no computador. Não é a toa que existam tantos tipos diferentes de papel... Dependendo do que você quer transmitir para o mundo, pode ser que apenas um deles (ou só alguns deles) seja o ideal.
É claro que nem sempre é possível utilizar o papel mais adequado para algum intento. Que nem no Japão do Pós-Guerra, quando os mangás - que já haviam conhecido papéis melhores, imagino - passaram a ser impressos em livrinhos chamados akahon. Livrinhos conhecidos pelo seu papel de qualidade baixa... Curiosamente, este acabou se tornando o adequado depois: Hoje, as revistas que publicam mangás em suas páginas utilizam um papel feito especialmente para durar pouco.
Quer que sua história favorita dure para sempre? Não tem problema, que um dia há de sair os volumes encadernados, que usam um tipo de papel bem melhor.
Enfim, se é assim com esses volumes no Japão, por que não poderia ser do mesmo jeito aqui também?
...
Recentemente, a editora JBC lançou aqui no Brasil o mangá Kobato, do grupo CLAMP. E, a partir daí, dá-lhe reclamações, xingamentos, hashtags (Finalmente apendi a escrever isso direito! Ufa!) no Twitter e posts, muitos posts falando do assunto: A edição brasileira estava vindo com um papel tão fino que era, literalmente, transparente. Óbvio que esse não é bem o tipo de papel que se espera de um tankohon. Mas até que nos últimos dias nem se fala mais tanto de Kobato... Até porque Sora no Otoshimono, de Suu Minazuki e publicado por aqui pela Panini, apresentou o mesmíssimo problema. E lá vai mais polêmica!...
Não sou exatamente o tipo de pessoa que coleciona mangás. Sim, uma das prateleiras do meu quarto é cheia deles, mas eu só compro um volume alí e outro acolá, e mais para analisar as características de um mangá do que para simplesmente para amá-los a ponto de querer comprar a próxima edição... Embora isso não signifique que eu não me divirta bastante com eles, hehe! De qualquer forma, fiquei com muita vontade de checar pessoalmente essa história do papel quando vi o 1º volume de Kobato sorrindo em um balcão de uma loja de quadrinhos. Ô frase longa...
Levei. E apesar de eu já ter um outro mangá na frente da fila, devorei um pouco de Kobato algumas horas após a compra. E o resto no dia seguinte.
Em primeiro lugar, Kobato, em si, é um ótimo mangá. Até melhor do que eu esperava... É a história de uma menininha ingênua e atrapalhada que vem a Terra para curar os corações feridos das pessoas. A cada coração curado, um "confeito" aparece dentro de uma garrafinha especial que a protagonista leva consigo. Se ela conseguir encher a tal garrafa, ela, a Kobato, poderá ir para o lugar para onde ela quer ir... E que eu não sei qual é, a menos que continue lendo a história. Imagino.
Enfim, é um mangá encantador e divertidíssimo. E os desenhos são simplesmente excelentes - É uma obra do CLAMP, meus caros. Fazer o quê? - e é uma pena que a edição brasileira não tenha páginas coloridas... Elas seriam de encher os olhos. Se bem que até no preto-e-branco esta é uma arte que deixa este projeto de mangaká aqui morrendo de inveja. Pois é. A Kobato parece uma daquelas bonequinhas antigas. Muito fofa.
Infelizmente, tudo isso só torna a situação ainda mais chata. Como foi que um mangá tão bom pôde merecer um papel como aquele?! Logo na primeira página é possível perceber a quantas está a qualidade das folhas...

Primeira página: Dá para ver o título e a ficha técnica na página seguinte. E também os quadros da outra folha!
Fiquei sabendo que nem todos os Kobato's à venda possuem esse problema, o que dá no mesmo. O papel, de fato, lembra bastante o de jornal por ser assim tão fino. Se bem que mesmo alguns jornais tem folhas mais grossas do que isso.
Não é novidade que o papel das edições brasileiras de mangás, geralmente, possuem um papel com uma qualidade menor do que a dos tankohons japoneses. Porém, chegar a tal ponto é tão ruim é como dar meia-volta e ir de novo à época em que volumes de mangá no Brasil eram sinônimo de folhas descolando. Isso é péssimo, muito péssimo.
No fim das contas, isso merece todas as reclamações feitas. E como merece. É bom que todas as editoras que tiveram esse problema com seus mangás troquem logo de gráfica. E aprendam a se abrir mais e a se comunicar com seu público alvo... A impressão que dá é a de que elas simplesmente nos empurram qualquer coisa já que nós vamos consumir tudinho mesmo. E acaba aí. Não deveria ser desse jeito... Até porque (Tá, sou mais uma que vai entrar no clichê dos posts que falaram da transparência do papel...) a L&PM Pocket também está entrando no mercado de mangás e o trabalho dela, pelo visto, vai ser de uma qualidade acima da média. E ela está oferendo transparência... na comunicação.
É certo que o público-alvo da L&PM Pocket é diferente do o dos mangás costumeiros que as outras editoras publicam aqui. Mas e daí? E importante é que um precedente será aberto.
Enfim, espero que a situação melhore. Inclusive para o próximo volume de Kobato.

O final feliz tão esperado.
Ele, definitivamente, era uma criança especial. Seu nascimento foi tão complicado quando os das princesas dos contos de fadas. Bem, não exatamente o nascimento, mas sim a concepção. O rei e a rainha eram um casal louco por ter filhos, mas não conseguiam tê-los. Até o dia em que uma andorinha profetizou que o casal teria sua criança antes da próxima primavera.
De fato, foi o que aconteceu. Faltavam poucos dias para o inverno acabar quando Just foi encontrado no portão do palácio.
Pode parecer um nome um tanto incomum, mas o menino o recebeu como se assim lhe viessem todas as características esperadas em um novo rei: Que fosse um homem probo, íntegro e com senso de justiça. E elas vieram. Just podia não ter vindo da barriga da rainha, mas seria um excelente herdeiro do trono. Se o deixassem.
Não, ele não tinha um irmão mais velho, ou que mesmo tivesse os mesmo sangue de seus pais. Tampouco tinham parentes ou pessoas invejosas em volta que desejassem se agarrar à mamata do trono. A vida de Just foi muito tranquila. Atribulada, mas tranquila. Aprendeu a andar de cavalo, a escalar montanhas e a pilotar canoas em rios turbulentos. Perdeu à força qualquer medo que pudesse ter de altura, de animais perigosos e de bruxas. E, no fim do dia, ele chegava de mansinho até o escritório do pai, e o via manusear papéis importantes, fazer acordos vitais e peitar interesses contrários ao do reino. E Just se perguntava o porquê de ninguém ensinar aquilo a ele.
Esse era o problema.
...
Finalmente, o dia chegou. Just já era um jovem garboso, levemente moreno, assustadoramente perfeito. Era corajoso, gentil e com elevadas convicções morais. Era um Príncipe tão Encantado que as pessoas chegavam a duvidar de que ele era um filho adotado. As moças do reino coravam quando ele chegava perto, mas ao mesmo tempo desejavam ter certeza de que ele era mesmo real. Desejavam-no, mesmo que o destino dele fosse sair pelo mundo em busca de sua princesa.
Ele já estava de partida. Just se despediu de todos no castelo, montou em seu cavalo branco e saiu pelo portão de frente pelo castelo. Várias pessoas o saudaram e abanaram lenços para ele até a hora em que a última casa ficou para trás. Um dia e poucos quilômetros depois, ele a conheceu.
Creditem o itálico no "a" ao pajem do príncipe, que começou a imaginar coisas assim que Just pulou a muralha daquele estranho palácio. É que, lá dentro, havia uma mimosa donzela puxando água do poço e cantando com os pombos. Just já tinha ouvido falar nela. E, realmente, a garota era mesmo tudo aquilo que o povo dizia: A moça mais bela e meiga existente nesse mundo. Mas ele não se apaixonou. Apenas queria chegar perto e, caso pudesse, poder inflar um pouco o ego dela. Ora, ela era lindíssima e ele gostava de paparicar, e rainha daquele castelo nunca faria isso por ele. Ela a odiava. Por que não poderia agradar um pouco a menina? Que mal há nisso?
Só após ter ido embora é que ele ficou com medo, muito medo, de ter conquistado a tal princesa. Isso acabaria fazendo-o passar de conquistador barato... E as reações da princesa foram típicas de quem se apaixonou... Que problema! Apesar de tudo, Just tentou relevar e seguiu o seu caminho.
Na verdade, ele não estava muito interessado nesse negócio de encontrar uma princesa. Por que tinha que fazer isso para poder ser rei? Por que ele teria que casar com ela no final? O que isso tem a ver com ser um bom gestor?... Durante o período em que esteve longe, Just passou por várias cidades, vilas e povoados. Se hospedou em palácios e em casebres. Conheceu várias pessoas, seus sentimentos e esperanças, ou seus truques e intenções. Só por isso ele não dava essa viagem como inútil. Ele finalmente estava aprendo aquilo que jamais lhe ensinaram em casa.
Por que é mais importante encontrar uma princesa e casar-se com ela do que aprender a governar? Será que este é o único sentido na vida de um Príncipe Encantado?
Apesar de suas experiências, ainda faltava algo. Já havia se passado quase um ano e nada de ele arranjar princesa, mas, num golpe de sorte, Just descobriu que um famoso sábio morava há poucos quilômetros do principado onde estava. Era um sábio especialista em questões de administrar, diziam que ele foi rei durante um longo tempo, até que o irmão o depôs e o obrigou a se esconder de tudo e de todos. Cheio de expectativas, Just foi atrás do homem.
O tal sábio recebeu Just, o convidou a tomar chá e a conversar sobre a vida. Mas, quando estavam combinando sobre as aulas, o pajem apareceu com uma notícia bizarra: Aquela princesa do poço estava deitada em um esquife de ouro e cristal, em um sono que não se sabia se era a morte ou sono mesmo. Ficou assim após ser enganada por uma vendedora de frutas, que pregou-lhe aquele feitiço. Só um Príncipe Encantado poderia salvá-la.
A vendedora era a rainha madrasta e desapareceu após o ocorrido.
Pressionado, Just resolveu ir ver a donzela. Até que ela não estava tão longe. O lugar era uma delicada clareira no bosque, que lamentava inteiro aquele feitiço desgraçado. No centro, o esquife, cercado de flores.
Só havia uma coisa a ser feita, ela sabia. Just não sentia nada por aquela moça, apenas a achava admirável. Mas ele abriu a tampa do esquife e a beijou. E ela acordou.
- Quem é você? - Ela o olhou, confusa. - Espera eu... Eu me lembro de você, só não sei de onde...
- Eu sou o príncipe que te visitou naquele dia. Você estava pegando água no poço e usava um vestido branco muito bonito. Não era?
- Ah! - Ela abriu um sorriso de ponta a ponta. - Puxa, é você mesmo. Desculpe-me!... É que eu havia me esquecido completamente...
- Se esqueceu?... Mas ninguém se esquece tão facilmente do homem que ama.
Nesse momento, o rosto da princesa se entristeceu. Ou melhor, se envergonhou. Ela ia falar alguma coisa, mas estava difícil...
- Príncipe... err... - Como começar, afinal? - Você é um homem incrível, gostei muito de você e gostaria que existisse mais gente assim tão legal quanto você. Só que... Príncipe, eu não gosto de você o suficiente para querer casar contigo. Seria ótimo se eu tivesse me apaixonado mas... Mas eu não te amo.
E agora? Ele choraria. Ele ficaria muito deprimido e iria embora. Ou ficaria possesso e exigiria explicações, talvez até batesse nela. Por isso, ela não soube reagir quando Just caiu de joelhos no chão...
Sorrindo. E não era qualquer sorriso, era aquele que um pássaro daria quando a porta da gaiola fosse aberta.
- Princesa, não me leve a mal mas... - Just demorou a falar. - A verdade é que eu também não amo você. És uma princesa digníssima, sem dúvida. Tanto que não pude ficar parado após saber o que te aconteceu. Mas não estou apaixonado. Não quero me casar com você.
Agora foi a vez da princesa sorriu. E os dois pularam de alegria, se abraçaram e, logo em seguida, Just ajudou-a a montar no cavalo. O pajem acabou se atrasando para partir também. Just e aquela princesa só podiam ter usado algum código secreto e depois saírem felizes daquele jeito.
Porém, não havia código secreto nenhum. A princesa também havia sido preparada para cumprir um papel naquela história, e também não o compreendia. Mas, enfim, eles estavam livres. Just levou também a donzela até o sábio e ambos tomaram todas as lições necessárias. E então, Just enfim a levaria para o reino dela, onde aquela incrível princesa finalmente se tornaria rainha. Já o príncipe teria que esperar mais um pouco, embora já pudesse dar por satisfeito.
Afinal, agora ele estava pronto para ser o que tanto queria: Um rei de verdade.

Eu nunca vi essa versão em DVD. Só a em VHS...
Maravilha... Este já deve ser o 3º post seguido que em que eu cito as produções da Disney. É a má influência do meu irmão, que neste momento está no computador central da casa vendo vídeos do Mickey, da Mulan, do Pinocchio e do Alladin. Nem faz idéia da lavagem cerebral que anda me fazendo... Mas não tem problema! Naruto está com a força, hahaha!
Mas, é claro, não posso desconsiderar o lado bom disso tudo, que é a nostalgia rolando solta pela casa... E uma das coisas que o meu irmão encontrou recentemente foi o vídeo da música Você não é de nada, do filme O Retorno de Jafar. Inclusive, é esta música que está tocando agora no outro computador. Na verdade, a versão em espanhol dela, que parece ser até um tanto mais interessante do que a brasileira. Mas deixa quieto!
O Retorno de Jafar, para quem não sabe, é uma continuação do excelente filme Alladin. E bem que consegue ficar à altura do predecessor, embora a qualidade da animação seja um tanto menor do que o padrão dos clássicos da Disney. Além disso, se um bom filme muitas vezes depende de um bom vilão, então este teve a sorte de ter um Jafar possesso e poderossíssimo rumo à Agrabah para concretizar sua vingança... Nem no primeiro filme ele esteve tão bem! Ou melhor, tão mau!
A música Você não é de nada, basicamente, é o momento em que Jafar decide sambar na cara do Gênio Azul. E com louvor, afinal, nada como fazer os inimigos sofrerem bastante antes do último castigo. O resultado é um dos clipes mais OMG! que eu já tive o prazer de ver. É elétrico, colorido e divertidíssimo, mesmo que você fique morrendo de vontade de ver o Gênio conseguir fulminar o vilão. O que não acontece...
Convenhamos, é bem o tipo de momento glorioso que todo vilão assim gostaria de ter. Que eu me lembre, quem chegou mais próximo foi o Scar, de O Rei Leão, com aquelas hienas marchando para deleite dele.
Mas ambos se esbaldaram cedo demais. Alguns minutos de filme depois, os mocinhos dariam conta deles. Lindamente.

O final oficial: O príncipe encontra-a e a desperta do sono.
Conto levemente baseado na versão da Disney de "A Bela Adormecida".
...
Os três vultos moviam-se ligeiros na escuridão do bosque. Só foram furtadamente iluminados quando ganharam os muros do castelo, e até o momento em que entraram lá, por uma porta lateral. Cruzaram por salas vazias, subiram escadas, passaram por centenas de velas acesas. Até chegarem ao quarto que, já há muito tempo, o rei reservara especialmente para a sua adorada filha.
Aqueles capuzes cinzentos foram colocados num canto. Para sempre. Nunca mais deveriam esconder aquelas três belas jovens. A primeira, de cabelos verdes e roupa brilhante verde. A segunda, de cabelos laranjas e roupa brilhante laranja. E a terceira, ela.
- Ufa! Isso cansa!... - A verdinha se jogou em uma cadeira. - Não me lembrava de que tudo aqui dentro é longe!
- Palácios não existem para serem lugares práticos. - A princesa falou, a voz amargurada. - São apenas para mostrar riqueza e poder.
As fadas-madrinhas olharam para Aurora. Desde quando aquela menina havia ficado tão sábia?
- Bem, isso é verdade mesmo... Venha cá, Aurora! - A laranjinha segurou-lhe a mão e a conduziu calmamente. - É melhor se sentar um pouco, você nunca teve de caminhar tanto!...
- Nem nós!... - Comentou a fada verde.
Botão-de-Flor, a fada alaranjada, acomodou Aurora na cadeira da penteadeira. Uma bela penteadeira, com detalhes em ouro e porcelana. Tudo alí dentro era rico e bonito, bem condizente com alguém de importância. Como uma princesa. Ironicamente, só nesse momento é que Aurora reparou que seu vestido era tão rico e bonito como aquelas mobílias todas. O vestido azul que ela ganhara hoje, como presente de aniversário. Aquelas duas estavam preparando-a para isso... o tempo todo!
- E, agora, tem mais um presente que nós gostaríamos de te dar...
- Ei! Você já deu coisas demais, agora é a minha vez! - Irrompeu Pequena-Folha, a fada verde. Girou a varinha em seguida. - Princesa, aqui está o símbolo da sua realeza. Esta coroa de tanta graça e beleza...
Aurora estava odiando aquelas duas. Como odiava. Como elas puderam...! Parecia um soco aquele leve toque de uma coroa se encaixando em sua cabeça.
- ...que é de todo o seu direito, minha bela princesa!
Uma simples e bonita coroa de ouro. A imagem de uma moça de vestido azul e coroa de ouro. "Como eu odeio vocês!"
Aurora largou a cabeça entre os braços e começou a chorar. Como elas puderam fazer isso?! Por que nem ao menos contaram antes que ela era uma princesa? Se tivessem contado, quem sabe assim não se iludisse tanto. Poderia saber que aquele rapaz que encontrara uma vez em um sonho jamais poderia ficar com ela. Ele deve estar batendo insistentemente na porta do chalé agora, tão iludido quanto ela. Fadas cruéis! Pérfidas! Más! Como as odiava!
- Aurora, por favor... Não chore. - Pequena-Folha se acercou.
- Me deixem em paz!...
- Princesa...
- Eu já disse para me deixarem em paz! - Gritou.
Botão-de-Flor pousou a mão sobre o ombro da colega. Logo, ambas saíram. Que ótimo! Pelo menos, um pouco de tempo longe daquelas detestáveis! Aurora chorava e disparava absurdos em voz baixa. Seria tão bom se fosse mesmo apenas a menina do interior, com suas flores e os bichinhos do bosque. E com o seu amado. Seria tão bom...
Apesar do sofrimento, Aurora reparou que, num dado momento, que todas as velas do quarto se apagaram de repente. Sem nenhum vento. Detestava ficar no escuro, era terrível... Mas só foi pensar nisso que uma nova luz surgiu no quarto. Era enorme, verde-musgo, parecia ficar girando e cambaleando em torno de si mesma. Aurora a viu através do espelho da penteadeira... Tinha alguém segurando aquela coisa...
- Ei! Quem é você?! - Aurora gritou, virando-se.
A pessoa sumiu. Devia ser só impressão... Só ficou a luz e um buraco escuro onde normalmente estaria a lareira.
A luz girava, se encolhia e aumentava. E fazia tudo isso de novo, leve e macia como um pedaço de nuvem. Era mais luminosa do que qualquer vela ou lampião. Era única. Aurora, maravilhada, se levantou e foi caminhando devagarinho para poder tocar nela. Mas a luz se afastou assim que o dedinho da princesa chegou perto. Foi para dentro da lareira. Aurora foi atrás.
A luz ia mais e mais para dentro da lareira até chegar ao ponto em que ela e Aurora não estavam mais no quarto. Agora, aquele ponto luminoso queria subir a escada. Ou melhor, flutuar sobre ela, pois quem pode flutuar não precisa ficar pisando em degraus. A princesa continuou a acompanhá-la...
Enquanto isso, as fadas deram pela falta da princesa e perceberam que aquela parede na lareira não era normal. Mas bastou um sacudir de varinha mágica para que ela sumisse...
- Me conta... O que exatamente você é? - Aurora não podia acreditar naquela luz. Apesar do aspecto mórbido e sombrio, aquela coisa a acalmava, a fazia esquecer-se dos problemas. Parecia ter algo ainda mais luminoso dentro dela, como se fosse um anjo escondido. - Fale a verdade, você é alguma fada? É, não é? Eu sei que é!
A luz não respondia. Só continuava se afastando.
- Ei! Pare de fugir de mim! - Aurora apertou o passo. Realmente, seus pés estavam doloridos. Mas não pararia antes de descobrir o segredo daquela luz. - Eu não mordo!... Posso ser sua amiga se você quiser!...
Era evidente que aquela luz era um ser vivo, só podia ser. A escada acabou. A coisa passou, devagar, por uma fechadura. A sorte de Aurora - De novo a escuridão! - foi que a porta estava apenas encostada. A porta de uma pequena sala, sobejamente iluminada por aquela luz estranha, que parecia ter ficado maior. E mais branca.
- Ahá! - Aurora fechou a porta atrás de si. - Agora eu peguei você! Não vai mais escapar!
- Pois é... - A luz respondeu. Aurora piscou os olhos, de susto. - Você me pegou.
- Você fala?...
- Falo, canto, danço e até sei um monte de coisas sobre o céu e a terra. - A voz era gentil, mas meio cavernosa. - E você falou que poderia ser minha amiga, não foi? Pois bem, eu aceito sua oferta com muito prazer!
A luz aumentou ainda mais e ganhou contornos mais nítidos. Parecia estar se tranformando em... alguém.
- Bom, então... - Aurora hesitou um pouco. - Eu me chamo Aurora, sou a princesa daqui. E você, quem é?
- Meu nome é Bárbara. - A luz estava mesmo se convertendo em uma pessoa. Uma velha com uma engenhoca estranha. - Você não precisava se apresentar, eu já sabia o seu nome. Estou te esperando há muito tempo!...
"Bárbara... O nome dela..."
- Aliás, eu queria te mostrar uma coisa! - Bárbara continuou, já totalmente transformada. - É um equipamento fantástico, eu me divirto muito com ela. Apesar de ser um instrumento de trabalho.
- Ah, mas isso é uma coisa boa. Se uma pessoa consegue se divertir com seu trabalho, ela produz muito mais.
- Puxa, você parece ser uma garota bem inteligente! - Bárbara se afastou para um lado, deixando o estranho objeto entre ela e a princesa. - Você trabalha com alguma coisa?
- Bom, eu... Eu só ajudo as minhas fadas-madrinhas com as tarefas de casa... Ugh! - "Droga!"
- Suas o quê?
- Minhas tias! - Aurora desconversou. - É que elas são tão boas, verdadeiras fadas-madrinhas para mim!...
- Entendo... Ah, agora olhe aqui! - Bárbara abriu os braços como se fosse abraçar o objeto. - É uma roca mecânica! Ela é incrível! - Girou a roda da roca. - Eu não consigo parar de trabalhar nela. É uma coisa fantástica! Suas tias talvez também tenham uma.
- Bem, Bárbara, na verdade esta é a primeira vez que eu vejo uma dessas. - Aurora repetiu o movimento da velha, mas logo voltou a inspecionar a engenhoca. Parecia ser mesmo algo interessante. - Também é para tecer roupas?
- E para quê mais seria? - A velha tirou o fuso do lugar. - Isto aqui, por exemplo, também faz parte da outra roca e foi mantido aqui. O fuso é insubstituível, qualquer máquina de tecer fios tem que tê-lo.
Aurora recebeu o fuso das mãos da velha. Ficou olhando-o, revirando-o, averiguando cada curva do objeto. Mirou-lhe a ponta afiada...
- Não me diga que você também... Nunca viu um fuso na vida.
- Minhas tias não fazem roupas. E nem eu. - Aurora não parava de olhar para o fuso. - Nós comprávamos de um vizinho nosso. Ou melhor, elas compravam... Na única vez que eu fui lá, elas ralharam comigo porque entrei dentro da loja. Diziam que havia algo perigoso lá dentro...
O olhar de Aurora mudou. Súbito. Ficou sombrio.
- Será que elas estavam se referindo a isto? - A princesa levantou o fuso para a velha ver. O mesmo tom de curiosidade na voz. O olhar diferente...
- Ora, na casa de um tecelão há muitas coisas perigosas para crianças... Agulhas, por exemplo! - Bárbara foi se aproximando da princesa, ao perceber que ela brincava com a ponta do fuso. - Uma criança pode engolí-las e morrer sufocada. É muito perigoso.
- Isto aqui também parece ser bem perigoso, Bárbara... - Aurora tocava e afastava o dedo da ponta do fuso. Repetia isso várias vezes. - Mas até que não é tão afiado quanto parece! - Concluiu, confiante.
- Não se engane, minha princesa! - Bárbara segurou forte a mão livre da princesa. Aurora não reclamou. Estava impassível como se tivesse permitido aquilo. - O fuso de uma roca sempre é algo muito afiado.
"Boa noite, linda princesa!!!"
Ai! - Bárbara se afastou. Aurora continuava com o fuso na mão e um sorriso doce e feliz. - Mas o quê?!...
A velha olhou o próprio dedo. Foi ela quem se machucou com o fuso!
- Puxa, eu sinto muito! - Aurora correu até a amiga. O dedo da velha com uma brilhante gotícula de sangue. - Quer que eu traga alguma coisa para passar aí?
- Não, não precisa! - As pernas começavam a fraquejar. - É só um ferimentozinho de nada. Uaah! - Sentou-se. - Não é nada.
- Minha nossa!... Você tinha razão, esse fuso é mesmo perigoso! Bem que as minhas tias me avisaram hoje de manhã...
- Suas tias? - As coisas começavam a girar. - Mas não foi há muito tempo que elas...
- Elas me disseram hoje para tomar cuidado com rocas de fiar. Que uma bruxa estava me esperando com um feitiço maligno. Não entendi bem o que era, parecia maluquice...
- O q... Como é?! - As pálpebras começavam a pesar.
- Acho que eu iria dormir por cem anos se eu me machucasse com o fuso, algo assim. Puxa, ainda bem que consegui evitar!... Como você mesma disse, sou uma garota muito inteligente. - Sorriu docemente.
"Como pode?... Maldita! Ela sabia de tudo! Me enganou!"
- Está tudo bem, Bárbara? Não quer mesmo que eu lhe traga nada?...
A velha não respodeu. O processo terminara e ela tombou da cadeira. E suas faces envelhecidas foram se dissipando, dando lugar a um rosto jovem, pálido e sedutor. Uma bruxa adormecida não poderia mais manter um disfarce. Já era.
Pela primeira vez desde que saiu do chalé, Aurora se sentiu melhor consigo mesma. E com as fadas. Pelo menos, elas haviam falado sobre o terrível feitiço que afastara do palácio real a bela donzela.

Única foto sentimental de fita de vídeo que eu achei no Google. Como pode?
Você está conversando com uma pessoa mais velha. E então ela começa a falar dos equipamentos eletrônicos daquele tempo em que você nem projeto era. Dos discos de vinil, com suas enormes capas de papelão e seu som cheio e marcante. Do Bombril, que passou a ter apenas 1001 utilidades quando não era mais preciso colocá-lo nas antenas da TV preto-e-branco. Que também demorava para ligar porque a válvula tinha que esquentar. E também que poucos tinham e por isso todos se reuniam na praça para assistir à novela. No meio disso tudo, talvez ainda haja espaço para entrar uma maquina de escrever ou mesmo aquele celular-tijolo...
Com certeza, quem for da categoria "pessoa mais velha" e estiver lendo isto aqui, muito provavelmente já se identificou com o discurso. E já deve ter falado sobre isso muitas e muitas vezes. Rádio, TV, gravadores, aparelhos de CD e DVD, computadores, tudo isso acaba marcando época. Muito do que nos faz lembrar do passado está relacionado com algum equipamento do tipo. Aquela coisinha que na época era a mais moderna ou a que dava conta do recado, mas que hoje foi tão ultrapassada que chega a ser surpreendente.
Porém, vou contar um detalhe para você, que nasceu na década de 80 ou de 90 e que hoje usa internet, pen drive e DVD! Nós não somos do tempo dessas coisas. Pode até não parecer, mas não somos mesmo. Quem é, de verdade, são as pessoas que nasceram de 1999 para a frente. Se arredondarmos a conta, claro. Agora, você, você e você alí também somos do tempo desses mocinhos bem aí da imagem acima.
Ah, não me diga que, quando você era criança, o que você colocava dentro daquele aparelho comprido ao lado de sua TV não era uma caixa de plástico com uma fita magnética dentro!
1993 coisa nenhuma, que eu me lembro de ter adquirido umas fitas de vídeo que começavam assim até o final dos anos 90! Imagino... Ah, deixa para lá! De qualquer forma, eu adorava essa música que aparecia na hora das cores. Aquela horinha em que nós precisávamos, segundo a fita, ajustar as cores e o som do seu equipamento. E nunca ajustávamos. Eu, pelo menos, nunca precisei.
As fitas VHS - Abreviatura de Video Home System - foram inventadas no final da década de 70 e são, literalmente, uma forma mais evoluída das famosas fitinhas de áudio. O mecanismo é parecido: Uma fita magnética que fica enrolada dentro de uma caixa plástica, onde também há mecanismos de tração responsáveis, junto com os do aparelho de videocassete, por fazê-la rodar. Algumas dessas fitas tinham capacidade de registrar até 6 horas de material, desde que em baixa velocidade de gravação e reprodução. Porém, as que conhecíamos mesmo eram aquelas com limite de 2 horas.
E isso me faz lembrar do dia em que achei que podia gravar 40 músicas em uma fita VHS. No final, tive que fazer vários cortes na lista. Pois é.
Também havia uma que era menor, a fita VHS-C, que nada mais é do que um filhote do VHS original. Ela era ideal para gravações caseiras... Aqui em casa, havia (ainda há, mas já está aposentada faz tempo) uma filmadora enorme. Não era nenhuma câmerazona de TV, mas também era grande... o comprimento dela era mais ou menos 3/4 do tamanho do teclado deste computador aqui. E era pesada também! Mas funcionava maravilhosamente. Minha família usou-a até 2003, se não me engano.
A tal filmadora era feita especialmente para fazer gravações em fitas VHS-C. Depois, para checarmos o resultado, a fitinha era retirada, depois colocada no adaptador e com ele ia direto para o videocassete. Aliás, falando no adaptador, o nosso também foi bom na hora de prestar seus serviços, até mesmo quando quebrou... Sério! Só não pudemos mais usá-lo quando o sujeitinho inventou de se mandar daqui. Sumiu. E nunca mais se ouviu falar nele.
Algo que eu acho interessante nas fitas VHS é a facilidade de se entender como ela funciona. Ou melhor, a facilidade de poder ver como ela funciona. Decerto isso é uma das grandes particularidades dos aparelhos analógicos. Os digitais, como o DVD, utilizam um processo que daria até para fazer teorias conspiratórias do tipo "As informações são sugadas para um buraco negro e voltam atrávés de um portal mágico quando você acessa a coisa...". Está bme, está bem, isso foi muita viagem! O segredo dos equipamentos digitais são os números binários, fato. Tudo vira sequências de "0"s e "1"s e isso facilita-lhes o armazenamento. Mas não é algo que dá para sacar de imediato, só de olhar para o equipamento.
A fita VHS, porém, é um exemplo claro de matéria analógico. E com um processo facilmente verificável. Você pode abrir a tampa de cima e ver a fita magnética ao vivo e a cores, sem nada no meio. Pode também espiar o interior da caixa através das partes transparentes... Se bem que eu já tive a oportunidade de ver um VHS ser jogado pela janela e se espatifar todo (Chorei demais quando isso aconteceu!). E de remontá-lo em seguida!
Pensando bem, remontar não. O que aconteceu foi uma transferência do recheio de uma caixa para outra. Afinal, a caixa antiga ficou toda quebrada mesmo... Ainda bem que os casos de conserto de VHS dos quais eu realmente cuidava eram os de fita-toda-fora-do-lugar. O remédio para isso tinha um nome bem simples: Garfo de cozinha. Era só encaixar a parte dos dentes do talher em uma daquelas rodinhas brancas. E depois ficar girando até que a fita volte por completo para dentro da caixa. Fiz isso não sei quantas vezes.
Agora, essas fitas possuem um mistério. Tem algumas delas que são teleguiadas! Eu explico: A fita vai voando de um lugar até chegar no aparelho de videocassete da pessoa... Isso acontecia muito no começo dos filmes da FOX. Se bem que só fiquei sabendo desse exemplo agora há pouco, enquanto zapeava pelo YouTube. Mas eu vi isso acontecer nos filmes da Disney também. Várias vezes.
Acho que nunca pude ver isso acontendo aqui deste lado da telinha porque as salas e quartos da vida real não tinham um visual meio tosco como o mostrado no vídeo acima. Sim, era meio tosco mesmo, mas vamos dar um desconto: Era uma animação feita por computador e, naquela época, essa não era uma frente muito desenvolvida. Na época, até poderíamos dizer que foi algo muito bem feito.
Dizem que as vinhetas de abertura da Abril Vídeo eram as melhores que existiam. Infelizmente não posso fazer muitas comparações porque a esmagadora maioria das fitas VHS que chegavam aqui em casa (Nenhuma delas teleguiada, claro!) eram da Disney. E todas as da Disney eram distribuídas pela Abril Vídeo, que desapareceu assim que os DVD's começaram a tomar conta do mercado. Ou foi antes?... Outro mistério das fitas VHS aqui no Brasil.
Eu me lembro que, no início, esses VHS da Disney tinham uma particularidade interessante: Eram a caixa dessas fitas era verde, e elas vinham em embalagens amarelas. Mas o mais curioso é que na hora em que a vinheta falava como identificar um exemplar legítimo da Abril Vídeo, sempre aparecia uma fita VHS preta. Só houve uma vez, que eu me lembre, em que era um exemplar verde quem surgia na tela. Foi em uma fita do Pluto, eu acho. Pena que até agora ninguém achou no YouTube nem sinal de alguma vinheta com fita verde. Nada.
Interessante observar a questão daqueles textos chatos que sempre aparecem no início. Os "atenção" da vida, você sabe. Sim, chatos eles sempre foram, mas acompanhados de um bater de máquina de escrever ou de uma música de fundo, além de um entra-e-sai marcante, fazia com que eles nunca passassem batidos. Não sei porque esse costume ficou para trás. Ou melhor... Talvez seja mais cômodo fazer as coisas de uma maneira mais, por assim dizer, simples. Mas que isso era mais interessante na época das fitas, era.
Apesar de tudo, é claro que não dá mais para desejar a volta das fitas VHS. Não delas em si. Convenhamos, os DVD's tinham muitas razões para substituí-las. Graças a eles, podemos dar um salto enorme em uma história ao invés de esperar o >>FF ou o <
Mas tudo bem. As coisas sempre ficam mais bonitas nas nossas lembranças. As pessoas mais novas vão sentir isso quando o DVD seguir o mesmo destino.
Pode ser que não demore muito, é só o Blu-Ray ficar mais acessível... Acho. Enquanto isso, aproveite, meu caro que viveu os tempos do VHS. Você já está ficando velho e até já tem uma história de equipamentos antigos para contar. Mas não fique chateado por causa disso. Dividir histórias assim é divertido. E nossos pais já descobriram isso há muito tempo...
P.S.: Já que tocamos no assunto "desenhos", há poucos dias eu tive a oportunidade de rever uma outra versão da Branca de Neve. Essa era uma série de TV... Que tiveram a bela idéia de compactar tudo e transformar em um filme. Se ao menos tivessem feito isso de uma forma mais bem cuidada... Eu me lembro que essa série passou no Brasil já faz algum tempo, não me lembro em qual emissora. E não é que essa versão era um anime! Está bem, aquilo tinha cara de anime desde o começo, mas eu sempre pensei que fosse um desenho feito na Itália. Que teve uma participação nisso tudo sim, mas em parceria com um estúdio japonês.
Esta abertura aqui não deixa dúvidas, é mesmo um anime. Devido à parceria em sua produção, La Leggenda di Biancaneve, ou Shirayuki Hime no Desentsu, foi exibido simultaneamente no Japão e na Itália após ficar pronto. Parece ser bem interessante, inclusive acrescentando várias coisas ao conto original, embora a animação desse desenho não seja lá essas coisas... Que o diga aquele sol de primavera chegando...

A pizza é minha!!!
Oh, yeah! Isso mesmo, meus caros. Hoje é dia de mais uma das minhas resenhas de anime. Culpa de um certo blog acolá que eu descobri nesta semana e, junto com ele, o filme da imagem acima. Foi em uma resenha cheia de spoilers... Mas como não me intimido com isso e pensando ser este um programa interessante, resolvi ir atrás da coisa. Tive de assistí-la online em espanhol e português após uma peregrinação sofrida por esses sites de download, meu notebook só aceitava arquivos do tipo em ".avi" - O que me fez pensar seriamente que eu tive sorte ao conseguir baixar 18 episódios de Ace Wo Nerae!, com legendas em inglês, recentemente...
Curiosamente, apesar de eu ser fã de Naruto, nunca me interessei pela saga Shippuuden. Ou melhor, não queria mesmo nada com ela. O filminho aí foi praticamente a minha primeira excursão para essa parte da história... E alguns personagens me surpreendendo por terem mudado bastante e outros por não terem mudado nada (Ver in loco nunca é a mesma coisa de só ler sobre). E agora vamos começar logo com isso pois esse "bico de cera", como diz a minha professora de Webjornalismo, está ficando longo demais.

Calma! Vou escrever rapidinho aqui, okay?
Naruto Shippuuden - Os Herdeiros da Vontade do Fogo foi lançado no dia 1º de agosto de 2009, em comemoração aos 10 anos da série de mangá. É o sexto filme da franquia e o terceiro da fase Shippuuden. A história começa quando um sujeito chamado Hiruko aparece nas nuvens, na forma de um holograma imenso, com maus presságios para a Vila da Folha. Não é para menos: Hiruko andara sequestrando ninjas que possuem habilidades de caratér genético, as kekkei genkais. A única vila que não sofrera com isso até agora era justamente a da Folha. E sobre ela recaem a suspeita de ter bolado e executado os sequestros.
Só que Hiruko havia guardado a Vila da Folha para o final. A última kekkei genkai que ele queria era o olho de sharingan do Kakashi, professor ninja de Naruto. Usando técnicas de hipnotismo, Hiruko consegue sequestrá-lo, mas Kakashi consegue armar um plano no melhor estilo "cavalo de tróia" para acabar com o vilão, e consegue convencer a kage da Vila da Folha e um amigo de Naruto de que esta seria a melhor coisa a ser feita. Mesmo que isso custasse a vida do próprio Kakashi no final.
Naruto, porém, não fica nem um pouco satisfeito com isso e decide ir resgatar seu professor, mesmo que toda a vila esteja contra isso. Mesmo que todos os seus amigos resolvam tentar impedí-lo... Impedí-lo em termos, sinceramente falando, já que a grande maioria vai estar torcendo pelo Naruto e vai ajudá-lo com os oponentes. A verdade é que o Kakashi teve foi muita sorte na hora de convencer o tal amigo do protagonista: O amigo em questão era justamente o cabeça-dura do Shikamaru. Que vai ficar pegando no pé do Naruto apenas durante quase o filme todo.

Quer? ENTÃO POR QUE VOCÊ NÃO SAI DO MEIO???
O roteiro é o grande trunfo desse filme. Não é nenhuma trama excepcional, mas ao mesmo tempo é bastante empolgante. Aliás, colocar quase todo mundo do anime Naruto no meio dessa confusão foi um excelente negócio, principalmente quando se está falando de uma série onde ficamos sem ver os personagens secundários por um bom tempo (Algo que está acontecendo muito tanto no anime quando no mangá da franquia... Pff!).
O estilo da trama, a propósito, já é bem conhecido nosso, se não me engano. Sabem aqueles filmes de Cavaleiros do Zodíaco? É a mesma coisa: Temos um personagem raptado, disposto a dar sua vida por todos, e então os guerreiros vão todos à batalha. Porém, cada um fica em um determinado lugar enfrentando alguém enquanto o personagem principal segue em frente para enfrentar o malvadão. É exatamente isso o que acontece em Os Herdeiros, com a diferença de que é muito mais gente ficando pelo caminho. Um oponente para cada um dos times ninja alí presentes.
É então que ocorre uma série de batalhas excepcionais, onde os ninjas da Folha davam o seu melhor. Isso só poderia resultar em um míssel humano e em uma armadilha gigante com paredes de insetos, entre outros golpes impressionantes que acabam aparecendo no decorrer do filme. A criatividade rolou solta, e antes mesmo de o filme chegar nessa parte.

O que essa cena significa? Resposta: Fica, vai ter bolo!
E até que todo mundo se deu bem nessa, com exceção, de certa forma, do time #10. Aliás, falando nisso e dando um pouco de vazão (mas com razão) ao meu lado fã, o fato de a Ino Yamanaka não ter feito quase nada nesse filme é algo a se reclamar. Ela só foi útil na hora de encurralar de vez (ou nem tanto) um oponente, e essa personagem tem capacidade de participar mais efetivamente de uma batalha. Mas o pior é que existem casos mais graves do que isso no filme. Que o digam Temari e Kankurou, que viraram figurantes de luxo durante a tentativa de ataque à Vila da Folha. Pois é, mesmo pondo o pessoal quase todo em ação, ainda houveram personagens desperdiçados... Que problemático.
Já que estou falando dos problemas do roteiro, lá vai mais um: É a falta de coerência em relação ao golpe final que Naruto dá para derrotar Hiruko. O Rasenshuriken, se utilizado uma outra vez, faria com que Naruto tivesse efeitos colateriais tão sérios que sua carreira como ninja ficaria comprometida. O golpe já fora usado antes no anime, logo era para o protagonista ter ficado acabado agora. Mas nada acontece... Apesar de tudo, tais deslizes não chegam a tirar o brilho de uma história tão empolgante. Até porque o roteiro é bem amarrado e consistente.
Ah, e um outro ponto que não pode ser ignorado: os flashbacks. Foi interessantíssimo ver o filme resgatar algumas cenas da fase clássica de Naruto. E principalmente demonstrando o quanto que as idéias e sentimentos passadas naquelas cenas eram determinantes para a trama de Os Herdeiros.

Não! Peraí, deixa eu tentar de novo!
A animação de Os Herdeiros, tal qual a que a saga Shippuuden vem recebendo, se afasta um tanto do convencional. Várias vezes os personagens fazem movimentos sutis, como meneios de cabeça, o que não tão comum assim nos desenhos japoneses, que privilegia imagens mais estáticas. É algo bem interessante de se ver. No entanto, bem que poderiam ter deixado mais de lado a ânsia de deixar os personagens "estreitos" demais. Há cenas em que parece que eles foram passados no rolo de macarrão. Principalmente quando eles estão de perfil. E poderiam ter evitado aquelas cenas em que as expressões dos personagens ficaram estranhas demais. Como quando o Sai olha para trás antes de ser dedurado por seu livrinho de bolso.
Talvez, na verdade, isso fosse reflexo da falta de constância na animação de alguns personagens. Enquanto isso, outros deles ficaram muito bem feitos. Tanto é que eu nunca havia visto a Hinata tão bonita quando nesse filme. Um primor que só escorregou em umas duas cenas apenas, se não me engano.
E já que estamos falando de personagens que ficaram bem na fita, não se pode deixar de falar dos vilões do filme. Eles ficaram muito bonitos! Até mesmo o Hiruko, com sua roupa estranha e seu corpo desproporcional, era um belo personagem. O visual da "trupe do mal" era bem detalhado e arrojado, e mais curvilíneo. Bem diferente do jeitão clean e cheio de linhas retas dos mocinhos. Aliás, muito da beleza dos vilões residia em seus olhos, no olhar. Cílios típicos de mangá dos anos 70 emolduravam íris que, mesmo sem uma pupila aparente ou algum reflexo de luz, conseguiam ser incrivelmente expressivos.

Não dá para ver, mas ela também possui uma soberba trança no cabelo. Uma belíssima vilã.
Os cenários do filme foram feitos de maneira competente. Destaque para o esconderijo da Kage em um morro e para um local que, como posso dizer, havia vários morros pontudos. E os locais mais sombrios (quase todos os do filme) também estavam bacanas. No entanto, não precisava fazer aquele cemitério em computação gráfica. Ficou estranho.
Trilha sonora... Nesse caso, chega a dispensável qualquer comentário. O anime Naruto, em si, possui uma trilha sonora muito boa, e a deste de filme é tão boa quanto. Um fato interessante é a escolha da música Dareka Ga, de Puffy AmiYumi, como tema do filme. Não é bem o tipo de música que se poderia esperar estar em um anime shonen, mas ela combina incrivelmente com o filme. É meiga e ao mesmo tempo agitada. Uma boa surpresa!
Enfim, a resenha aqui já está no fim e deixe-me bater o martelo que este filme eu recomendo. É diversão garantida! Caso escolham para sua próxima sessão de pipocas, é só clicar AQUI que dá para assistir online. O filme está legendado em português, e embora não tenha me agradado muito a tradução em alguns momentos, o entendimento do filme chega a ser prejudicado. Espero que vocês gostem de Naruto Shippuuden - Os Herdeiros da Vontade do Fogo também!
Até!

Pensou errado, meu caro! Hehe!

Detalhe de uma foto que tirei há uma semana. E essa cidade não é Teresina.
Eu sei, eu sei! Sei que dei uma bela sumida ao invés de deixar aqui um post novo no domingo passado. Cheguei a planejar um post curto para postar na terça ou na quarta, como compensação pela minha falta (E opções de assuntos não faltavam!), mas esta semana não foi uma das melhores para mim... Até o meu mangá atrasou um pouco.
Mas, de qualquer forma, o vácuo deixado aqui no Felis catus foi por um bom motivo. Bom não, excelente motivo! Até porque só algo assim me faria ir dormir às 8h da noite para me levantar às 11h... Se bem que não consegui dormir direito. Era um horário de dormir tão incomum! Só consegui continuar deitada e ficar devaneando até chegar a hora certa. Durante esse tempo devo ter criado não sei quantas projetos de histórias.
No mais, pensem em uma mudança de rotina boa de trollar:
- Já é de manhã?
...
Isso ocorreu na quinta, dia 13. No dia seguinte, eu e a mamãe deveríamos pegar um voo da Azul que iria para Campinas. E como o novo dia sempre começa à meia-noite e o avião ganharia os céus às 1h da madrugada, lá fomos nós para o bom e velho Aeroporto Petrônio Portela. Acho que aquela era a primeira vez que eu viajava para algum lugar sem ser no período de férias. E a trabalho.
A missão da vez era participar do Workshop Inspirados pelo Autismo, que aconteceu nos dias 14, 15 e 16 deste mês. A taxa de inscrição era cruel, mas foi decidido que o sacrifício seria feito. Afinal, oportunidade única! Tanto é que propus ao meu grupo da disciplina de Radiojornalismo que eu traria uma sonora (notícia com participação in loco do jornalista) do evento. Eram essa sonora e a matéria do quadro de Cultura as minhas responsabilidades desta vez - Sendo que este último já deixei pronto antes de partir. Pena que ficou um tanto prolixo para um programa de rádio... O tema era empolgante e havia muito assunto para dar corda a ele...
Bem, voltando ao assunto, apenas tive de esperar um pouco - e de descobrir que realmente a Globo News é excelente no jornalismo, como muitos andavam dizendo - para poder entrar no avião da Azul. Foi a primeira vez que eu viajei por esta companhia aérea, para falar a verdade. E logo de cara eu já encontrei alguns motivos para achar o negócio poderia ser melhor: As cadeiras eram um pouco duras (além de que aquele revestimento cinza não caia muito bem), não tinha porquê aquelas TV's à nossa frente ficarem sem uso e a função de uma revista interna de uma empresa aérea não é a de apenas ficar enaltecendo a qualidade de seus serviços. Por outro lado, a Azul ofereceu o melhor lanche de viagem que eu já vi. Escolha entre batatas chips, biscoito goiabinha, biscoito recheado comum, biscoito integral e mix de amendoim, uva passa e amêndoa doce. Se ficar na dúvida, no problem! É só ficar com todos!
Até hoje tenho pacotes ainda não abertos desses snacks. Também pudera: Depois do voo para Campinas, tivemos de pegar outro. Azul de novo. Múltiplos pacotes de novo.
Não, não foi nenhum problema com a nossa viagem (ainda...). Já estava prevista a troca de aviões. É que nosso destino não era Campinas, e sim uma certa cidade bem mais ao Sul... Um lugar que até que achei meio parecido com Teresina, ao menos foi essa a impressão que o portão de desembarque e o jeito de algumas ruas me causaram. Porém, logo as diferenças apareciam. A vegetação era composta de grama, coníferas e árvores de belas flores, que davam um ar charmoso para o lugar. Os prédios eram mais largos do que altos, embora fossem muitos. E mesmo sem ser uma São Paulo da vida, parecia querer nos oferecer de tudo.
Está bem, chega de suspense. A cidade era Porto Alegre! Pronto!
...
Já era fato que nem eu e nem a mamãe iríamos conhecer a cidade direito. O máximo que teríamos, por enquanto, era a vista da janela do hotel (Foto acima). Uma bela vista, convenhamos. A cidade, ao menos no bairro onde estávamos, tinha o relevo todo ondulado e ruas com ladeiras eram comuns. E é incrível como morros e colinas contribuem para deixar os lugares mais bonitos. É claro que o plano também possui sua beleza, mas ele tem também uma certa previsibilidade tediosa que lhe rouba parte do encanto. Aliás, fiquei sabendo que do outro lado do rio, Porto Alegre é plana. Deve ser interessante ver a paisagem de lá, com o sobe-e-desce ao fundo. Meio como que em uma versão urbana das ilustrações da época do Descobrimento.
O Workshop já estava acontecendo quando nós chegamos. Simplesmente colocamos nossas coisas no guarda-volumes e fomos para o auditório. Só para lutarmos de hora em hora contra o sono. Malditas viagens de madrugada!...
Para completar, ficamos sem almoçar porque o restaurante ficava no fim do mundo, literalmente. E é péssimo andar sozinho em uma cidade desconhecida. Ora, eu e a mamãe nunca fomos a Porto Alegre antes! E algumas faixas de pedestres alí são de pôr medo... Melhor se contentar com o que sobrou dos lanchinhos da Azul. E com os coffee-breaks do Workshop. Que eram ótimos! - 'Tijelinhas' com recheio de chocolate e croissants de goiaba, jamais me esquecerei de vocês! Só não me venham com patê de beterraba na próxima.
Só tivemos uma refeição de verdade à noite. Uma sopa de ervilha e uma canja de galinha enquanto a Júlia e o Abner descobriam que haviam dinossauros no Centro da Terra e que o pai da protagonista bancava o fazendeiro de carabina por lá... Até que foi divertido! E a comida boa... Aliás, o hotel onde ficamos oferecia um serviço excelente, embora o hall dele parecesse dizer "Desculpa, minhas bandejas são de aço. Mas você pode fingir que é prata, okay?". Me surpreendeu. Entre dentro da ostra que você descobre a pérola. É.
Que bom. Visto que aquele era o mesmo hotel onde estava sendo realizado o Workshop.
...
O segundo dia de viagem, este sim, é que foi O dia. Valeu pela viagem inteira. Mas fiquei morrendo de medo de ficar caindo de sono de novo nas palestras, acordei parecendo um zumbi... Estava tontinha ainda. Mas isso não se concretizou, ufa!
Para começar, o excelente café da manhã daquele hotel. Com exceção daquele cream cheese que mais parecia uma coalhada, mas isso é só um mísero detalhe. Em seguida, enfim descemos para o pequeno auditório no último andar. Era mesmo pequeno, mas era o suficiente para a atividade que se desenrolava alí... O Workshop Inspirados pelo Autismo era sobre o programa Son-Rise, que é mais um método utilizado para o tratamento do autismo, mas que possui alguns diferenciais interessantes em relação aos outros programas. Um deles, o mais marcante, é que decerto a pessoa autista não será a única a apresentar melhoras durante o processo. O programa Son-Rise também mexe muito com as pessoas próximas ao autista, visto que elas também tem de se envolver. E muito. Não é a toa que é um método que, a princípio, dá um pouco de trabalho para ser iniciado. Mas vale muito a pena.
As explanações foram muito boas, bem didáticas. Mesmo que o assunto não acabasse mais... tanto que muitas vezes o evento se estendeu além do horário de término. Bem, mas a melhor parte disso tudo foram as dinâmicas. As nossas tarefinhas de classe!... Tinhamos de nos juntar a alguma pessoa desconhecida (desde que essa pessoa também esteja acompanhando o evento) e, geralmente, uma de nós tinha de se comportar como uma pessoa autista ou fazer algo de forma que o processo seja complicado - como desenhar com a mão esquerda, por exemplo. Pensem em uma parte divertidíssima! É sempre divertido soltar a nossa criança interior de vez em quando. E aquela era a oportunidade perfeita.
Já que falei sobre desenhar com a mão esquerda, a minha colega dessa dinâmica perguntou se eu era canhota. O desenho tinha ficado bonito... Ah, tá! Eu fiz foi regressar bonito aos tempos em que eu imaginava cavalos andando de bicicleta, isso sim! Ao menos desenhos assim são celeiros de ninjas, só um ninja mesmo para comer macarrão sem precisar de algum talher. É, foi assim que o meu desenho saiu...
Graças a Deus não tive grandes problemas para almoçar desta vez. Descobriram um restaurante mais próximo. E muito bom. E com promoção para os participantes do Workshop, R$ 14,00 o prato. Enfim, completando a sequência de "e"'s, e este foi o primeiro restaurante que eu vi servir sagu na sobremesa. Sério.
De volta ao Workshop e após mais uma rodada de muita palestra, chegou a hora de coletar a sonora para o programa de rádio. A pausa para o coffee-break seria a hora perfeita. E como os palestrantes vivem sendo rodeados pela platéia durante os intervalos, eu tinha de correr. Porém, quase que não consigo. A minha "vítima" (eu já escolhera quem eu iria entrevistar) havia sumido e, num momento, pensei que ela poderia estar por perto das mesas de lanches. Foi quando a pessoa saiu do banheiro e o povo ccomeçou a ir em direção a ela. Dá-lhe, pernas!
Consegui entrevistá-la após ela sanar a dúvida de uma outra participante. A chato disso é que a correria não me fez pensar que eu tinha de pegar os dados da pessoa antes... Esses problemas típicos de iniciante, que coisa! Mas a entrevista transcorreu muito bem. Ficou uma boa sonora.
As explanações do dia acabaram lá pelas 18h30. E o céu ainda claro como se ainda fosse 17h. Não é a toa que o horário de verão é muito útil nos estados mais ao sul deste país (E ele iria começar no dia seguinte). Enfim, era sábado a noite e era o único momento em que eu e a mamãe poderíamos fazer mais algo além de assistir àquele Workshop. O único destino possível para nós, novatas no turismo a PoA, era o shopping. E que sorte a nossa encontrar outras duas participantes do evento, vindas de São Paulo, que também iriam passear naquele momento. Duas pessoas excelentes! Fomos todas juntas.
O shopping era o... Iguatemi. O bom e velho Iguatemi que tem em todo lugar, é incrível. Conversamos bastante sobre autismo, política, animes e mangás e até chegamos a achar que estávamos em São Paulo - Não, não achávamos. Foi a bendita da comunicação que falhou nessa hora. Comemos massa italiana, tomamos uns sorvetes de sabor inacreditável e vimos um relógio que parecia ter sido projetado por algum cientista de desenho animado. Além de duas boas amigas, saí do shopping também com um livro (A Intuitiva, de Hannah Howell) e um mangá (Naruto Pocket, volume 13, de Masashi Kishimoto) novos. Não poderia sair de lá sem comprar algo do tipo. Fato.
...
Era de um vermelho bem vívido como o do sangue, mas extremamente gostoso tal qual tudo o que é feito com frutas vermelhas. Sinceramente, eu não sabia que já haviam lançado desse tipo de chá. Também colocaram aquele bolo de chocolate com açúcar confeitado por cima, figurinha fácil nos coffee-breaks do Workshop. Mas que não apareceria mais depois disso... O Workshop continuou da mesma forma de sempre, embora não tenha tido tantas dinâmicas quanto nos dois dias anteriores. Da hora do almoço para a frente, as nossas bagagens também foram assistir a tudo conosco. Já havia acabado nosso tempo de estadia no hotel, só faltava o evento acabar agora. E ele acabou sob uma chuva de palmas animadas.
Pois é. Hora de deixar Porto Alegre também. Fomos em um táxi junto com outros dois participantes do evento, desta vez um casal de Campinas. Pena que a volta não foi tão tranquila quanto a ida: A Azul nos trollou bonito! Primeiro: Disse que não poderíamos embarcar para Campinas porque o tempo lá impedia que fossem feitas as conexoes para outros estados. Uma hora depois, apareceu um avião do nada e disseram que poderíamos embarcar nele. Segundo: Descobrimos que a conexão para Teresina tinha ido embora antes que o nosso voo chegasse na cidade paulista (?!). O jeito foi ficar em um hotel, dormir por algumas parcas horas e embarcar na manha do dia seguinte em um avião da TAM. Sinceramente, que bonito, Azul!... Essa foi terrível.
Ao menos, o lado bom disso tudo é que eu pude ver um pouco de mais outra cidade que eu ainda não conhecia (Campinas, claro). E também porque o bis tão esperado da visão do Congresso Nacional e da Esplanada dos Ministérios aconteceu. O avião faria escala em Brasília, e, três anos depois, consigo ver de novo aqueles monumentos bem pequeninos, da janela de um de uma máquina-pássaro. Mas nada se compara a emoção de ver em miniatura alguns prédios, lojas e símbolos da cidade natal. Como é bom estar de volta a Teresina depois de tanto atropelo!
Mas é claro que também foi muito bom conhecer, ao menos por cima, um lugar como Porto Alegre.
P.S.: Quanto ao Workshop, o negócio não acaba aí. O 2º nível está marcado para os dias 18, 19 e 20 de novembro, em São Paulo. Se eu vou? Bem, acho que com vocês vou fazer um pouco de suspense, hehe!... Caso queiram se inteirar um pouco mais sobre o Inspirados pelo Autismo e sobre o programa Son-Rise, uma boa pedida seria assistir a este vídeo aqui. Até!